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  • caroline-guzzo

Mais espero que o diabo

O título é aterrorizante, até vejo algumas carinhas de espanto, na verdade o nome refere-se a um livro (preciso dar mais ênfase), a um incrível livro, escrito por Napoleon Hill, em 1938. Li e fiquei indignada, pois de lá para cá, ou seja, em 82 anos, pouquíssimas ou raríssimas coisas mudaram na humanidade. Chocada!

Se você nunca leu ou leu e nada adiantou, por favor, leia, releia, entenda e coloque em prática tudo o que nele é descrito. Incrivelmente, na época, o livro foi considerado muito controverso pela família, amigos, conselheiros e principalmente pelos irmãos da igreja, motivo pelo qual foi lançado apenas em 2011.

A história fala sobre algo que venho escrevendo há muito tempo nos meus artigos, as armas da mente. Uma entrevista com o diabo, super provocativa e cheia de razões. Você já pensou quem é o diabo? Onde ele habita? Quais são suas principais armas mentais? De que maneira ele influencia nossas vidas? Como ele domina nossas atitudes? É um jogo de perguntas e respostas recheado de conteúdo e crítica. E, não pense que o diabo tem chifres, é vermelho e anda com um garfo na mão.

Começo pela incrível estatística de que 98% das pessoas no mundo são controladas pelo diabo. Ah, acha exagero? Posso dar inúmeras razões para você crer que infelizmente isso é verdade. Um dos principais instrumentos da mente humana que ele opera é o medo, pelo uso contínuo dos pensamentos negativos, porém ainda existem os medos mais efetivos que são eles: medo da pobreza, da crítica, da perda da saúde, da perda do amor, da velhice e da morte. Pobreza e morte ele nada de braçada, domina brincando essa porcentagem do planeta.

Sabe onde ele habita? Nas escolas, nas igrejas, nas famílias, sim, onde deveria reinar paz, amor e mentes pensantes. Não é por menos que o escritor foi impedido de publicar o livro por um longo tempo. Na escola, por exemplo, as crianças são ensinadas a decorar, não desenvolvem e usam suas próprias mentes, mas sim adotam e usam pensamentos dos outros, isso destrói a capacidade de pensamento independente. Aprendemos quase tudo de matéria, mas não aprendemos a usar a mente. Eu nunca aprendi a controlar meus impulsos e meus “Eus” na escola, nem na igreja, e olha que nasci dentro de uma religião e ainda sou muito crente a Deus, porém, há uma lacuna gigantesca nos ensinamentos. Não estou aqui criticando padres, pastores e nem professores, admiro todos que tive a honra de conviver, o problema é muito mais embaixo, afinal, acredito que eles também não tenham tido a oportunidade desses aprendizados.

Não aprendemos a pensar. Como diz Napoleon “há uma grande força a ser descoberta no seu “outro eu”! Procure com todo o seu ser e você o achará”. Fico imaginando uma humanidade pensante. Nossa, acho que seria quase o paraíso.

O livro usa muito a palavra alienado e muitas vezes me senti nesse universo. A descrição “um alienado é aquele que deixa ser influenciado e controlado por circunstâncias externas à sua mente...aceita qualquer coisa que a vida lhe oferece sem julgar ou lutar por aquilo que quer...O alienado é preguiçoso para usar o seu cérebro”, você se viu em algum momento deste trecho? Nessa oportunidade o coiso está presente.

Vivemos rodeados de pessoas alienadas (quando não me incluo), que gostam e procuram por problemas, não sabem resolver nada, coloca a culpa no outro. E, fique sabendo que o coiso (diabo) não consegue controlar mentes que pensam. Por isso, seja mais espero que seus medos, problemas e limitações.


Artigo para Jornal de Jales


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https://www.jornaldejales.com.br/noticia/mais-esperto-que-o-diabo

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